Greve dos profissionais de saúde prolonga-se e já há mais de 1.800 mortes

A paralisação dos profissionais de saúde em Moçambique mantém-se sem previsão de término, depois de a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) ter anunciado a continuidade da greve, alegando falta de respostas do Governo às principais reivindicações da classe.

Em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, na cidade de Maputo, o presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique, Anselmo Muchave, acusou o ministro da Saúde, Ussene Isse, de prestar informações consideradas enganosas sobre a disponibilidade de medicamentos nos hospitais públicos.

A acusação surge após o governante ter reconhecido recentemente a existência de constrangimentos no abastecimento de fármacos no país. Na ocasião, revelou que o Executivo já desembolsou cerca de 35 milhões de dólares para a aquisição de insumos médicos, cujo processo de chegada poderá prolongar-se por até 18 meses.

Segundo a associação, a greve, que decorre há cerca de três meses, terá contribuído para o agravamento das condições de atendimento nas unidades sanitárias. Os profissionais estimam que mais de 1.800 pessoas tenham morrido durante este período, responsabilizando o Governo pela deterioração dos serviços de saúde.

A APSUSM sustenta que a paralisação só será suspensa quando houver avanços concretos nas negociações, enquanto o impasse continua a gerar preocupação entre utentes e especialistas do sector, face ao impacto social e sanitário da crise.

Imagem: DR

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