O Governo moçambicano lançou o programa “Mais Estradas 2031”, uma iniciativa estratégica que visa transformar a rede viária nacional através de um investimento massivo de 2,6 mil milhões de dólares norte-americanos, abrangendo todas as províncias.
O anúncio foi feito pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante a abertura da Reunião do Sector de Estradas, que decorreu hoje na cidade da Beira, província de Sofala. Segundo o governante, o Programa Acelerado de Reabilitação e Construção de Estradas Nacionais 2026-2031 foi desenhado para maximizar o desenvolvimento socioeconómico, equilibrando o impacto social com o retorno financeiro em cada região.
Conforme o jornal Domingo, esta ambiciosa intervenção contemplará mais de três mil quilómetros de rodovias, seleccionados criteriosamente para garantir uma distribuição equitativa dos benefícios do desenvolvimento em todo o território nacional.
O plano de infraestruturas, distribuído estrategicamente por todas as províncias, contempla os seguintes troços prioritários:
- Niassa (478 km): Destaque para as ligações Lichinga/Unango, Macalodge/Nova Madeira, Matchedje/Rio Rovuma, e Cuamba/Mecanhela, entre outras.
- Zambézia (325 km): Intervenções em Malei/Maganja da Costa, Zero/Mopeia e Namacura/Macuze.
- Gaza (300 km): Inclui os troços Macarretane/Matchingue, Chinhacanine/Nalazi e Ndindiza/Saute.
- Tete (294 km): Obras focadas em Magoe/Mucumbura, Chitima/Nhabando, e Bene/Bacalhau/Fingoe.
- Inhambane (284 km): Abrange Inharrime/Panda, Massinga/Sitila, e Mapinhane/Mabote.
- Manica (204 km): Foco em Chimoio/Macate, Espungabera/Inhacufera e Dombe/Chitaússi.
- Cabo Delgado (167 km): Intervenções em Montepuez/Namuno e Mecúfi/Mazeze/Chiúre.
- Sofala (130 km): Reabilitação de Casa Nova/Estaquina e Muxungué/Chibabava.
- Maputo (122 km): Inclui as ligações Boane/Michangulene e Porto Henrique/Catuane.
- Nampula (306 km): Abrange estradas críticas como N12–Nacala-a-Velha, Nametil/Chalaua e Monapo/Quixaxe/Angoche.
O programa “Mais Estradas 2031” surge como uma resposta estruturante para melhorar a mobilidade de pessoas e bens, reduzir os custos de transporte e dinamizar o escoamento da produção agrícola e industrial. Com este financiamento, o Executivo reafirma o seu compromisso em elevar a qualidade das infrae-struturas rodoviárias, factores considerados essenciais para a integração económica e o bem-estar das populações.