Casos de assédio e importunações sexuais nas instituições de ensino, praticados contra alunos e estudantes, vão poder ser apresentados por via de uma linha directa para o Ministério da Educação e Cultura.
“Temos de trabalhar com os nossos Magníficos Reitores e Directores Gerais no sentido de termos uma linha directa para o Ministério porque é mais fácil” adiantou a titular da pasta, ontem, na cidade de Xai-xai, na província de Gaza.
Segundo Samaria Tovela, citada pela Rádio Moçambique, a medida é para permitir denúncias sem receios, uma vez que fica assegurada a protecção ministerial, bem assim, fazer da escola um espaço livre de abusos sexuais. “Elas dizem [o que está a acontecer], mas não [apontam os implicados]”.
“A nossa tarefa é educar e formar. Não há campo nenhum para o assédio. As meninas vivem reclamando, a dizer que os professores andam a assediar, e nós estamos a agir” disse ela falava à margem de uma cerimónia de graduação de técnicos superiores da Universidade Save sede, em Chongoene.
Ela adiantou que os casos comprovados de assédios sexuais contra alunos e estudantes praticados pelos professores, docentes e outros profissionais do sector vai resultar na expulsão imediata destes.
“Provado efectivamente que assediou é expulso” garantiu apelando aos professores interessados em relações amorosas com alunas ou estudantes a se dirigem às famílias.
“Não estamos a dizer que um professor não pode se apaixonar por uma menina de 25 ou 30 anos. Mas a questão toda é que se realmente gosta, então tem de ir à família e se manifestar. Agora, o que está a acontecer é abuso sexual nas escolas: aliciar as meninas em troca de notas, vigarizando a elas” disse.