Moçambique recomendado a apertar mais as ONGs, segundo Luís Cezerilo

O Grupo de Revisão da Cooperação Internacional (ICRG, na sigla em inglês) recomendou Moçambique a aprimorar os seus mecanismos de mapeamento do risco de financiamento ao terrorismo nas Organizações Não Governamentais (ONGs).

Segundo Luís Cezerilo, o Coordenador Nacional do Comité Executivo para a retirada de Moçambique da Lista Cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), essa é uma medida indicada na recente reunião do grupo, em Paris, na França.

“Naturalmente, nessa reunião do ICRG foi feita uma recomendação para que Moçambique continue a melhorar a avaliação, a categorização, e o mapeamento de risco nas organizações sem fins lucrativos por forma a identificar quais são aquelas passíveis de utilização para o financiamento ao terrorismo” disse.

Falando hoje à Rádio Moçambique no programa Café da Manhã, explicou que a recomendação foi emitida porque número de instituições que foram categorizadas e o mapeamento de risco ainda é menor.

“Então, é necessário continuar a intensificar, a trabalhar para que tenham uma definição mais clara de quais são as organizações sem fins lucrativos que possam ser passíveis de utilização para o financiamento ao terrorismo” disse.

Ele clarificou que “sem o mapeamento do risco não será possível o país ter um balanço, ou resultado do que significa, em termos de risco, a actuação de cada uma das organizações da sociedade civil” disse.

Cezerilo revelou que o relatório de Moçambique sobre o cumprimento das recomendações do GAFI “foi aclamado por unanimidade” naquela reunião técnica do ICGR, “antes chegar à sessão plenária do dia 24 de Outubro onde é ou não ractificado” o documento que decide a permanência ou não de um país na Lista Cinzenta.

Moçambique retirado da Lista Cinzenta do GAFI

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