Moçambique testa tecnologia inovadora para acabar com buracos nas estradas de terra batida

A Província de Manica tornou-se o centro das atenções no sector das infra-estruturas em Moçambique ao iniciar a testagem de novas tecnologias de estabilização de solos. O ensaio, que decorre na Estrada R526 (troço Chimoio–Matsinho), promete ser a solução definitiva para a rápida degradação das vias não revestidas, especialmente após a época das chuvas.

A demonstração experimental abrange uma extensão de cerca de sete quilómetros e foca-se na aplicação de três produtos de alta performance que prometem aumentar a durabilidade do piso.

A solução EcoSmart, da empresa Linkt EcoSmart Systemes Pty Ltd, está a ser aplicada num quilómetro sob supervisão directa do Governo Provincial. Já os produtos Claycrete e Earthzyme, da empresa Adams Construções, ocupam uma extensão de seis quilómetros sob a égide da Administração Nacional de Estradas (ANE).

Estes estabilizadores químicos actuam directamente na estrutura do solo, mitigando a formação de buracos e travando o avanço da erosão. O objectivo principal é reduzir drasticamente os custos elevados e frequentes com a manutenção rodoviária.

O projecto resulta de uma coordenação técnica entre a Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações de Manica, liderada pelo Eng. Izidine Opressa, e a ANE, representada pelo Delegado Provincial, Eng. Moisés Dzimba.
É importante realçar que Manica funciona como uma das frentes de um movimento maior. Este trabalho está integrado no Programa de Execução de Secções Experimentais, que une esforços em várias províncias:

O programa envolve as delegações da ANE de Inhambane, Gaza, Sofala, Tete, Zambézia, Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

Para garantir o rigor técnico, o processo conta com a participação da Universidade Zambeze e da Ordem dos Engenheiros de Moçambique, que acompanham os ensaios na qualidade de convidados.

Se os ensaios no troço Chimoio–Matsinho confirmarem a eficácia das soluções, Moçambique poderá dar um salto qualitativo na gestão da sua rede rodoviária. Para as comunidades locais e para os transportadores, esta inovação significa, acima de tudo, garantir a transitabilidade durante todo o ano, independentemente das condições climatéricas.

A implementação desta tecnologia inovadora pretende reforçar a resistência das estradas não revestidas, garantindo que o investimento público resulte em vias mais duráveis para o País.

Imagem: DR

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