Moçambique vai importar arroz do Vietname para baixar o custo do produto no mercado nacional

A parceria entre o Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) e o Governo vietnamita visa eliminar intermediários e assegurar o abastecimento do grão com maior qualidade e estabilidade de preços.

O Instituto de Cereais de Moçambique (ICM), e o Ministério da Indústria e Comércio do Vietname deram o primeiro passo para transformar a forma como o arroz chega às famílias moçambicanas. As duas entidades iniciaram a harmonização de um mecanismo de cooperação para a importação deste cereal estratégico a preços muito mais competitivos.

A iniciativa, segundo a Instituição Pública, decorre no âmbito da preparação de um acordo de Governo para Governo (G2G), debatido num encontro de trabalho realizado a 24 de Junho, em Maputo. A reunião juntou o Director-Geral do ICM, Luís José Jobe Fazenda, e uma delegação asiática liderada por Nguyen Minh Phuong, Directora do Sub-Departamento para o Mercado Africano do ministério vietnamita.

Durante as conversações, as partes analisaram a proposta de um Memorando de Entendimento, que deverá ser assinado brevemente entre os governos de Moçambique e do Vietname. Este instrumento vai criar um quadro institucional robusto para a importação de arroz, trazendo vantagens claras para o mercado nacional.

A ligação directa entre governos reduz custos com intermediários, o que se reflectirá em preços mais competitivos. Além disso, o acordo garante maior previsibilidade para evitar a escassez do produto nas prateleiras e traz processos comerciais mais ágeis, com total transparência e eficiência entre as duas nações.

Sendo o Vietname um dos dois maiores exportadores mundiais de arroz, a parceria directa com este gigante asiático é vista como um movimento estratégico. Para além de preços justos, Moçambique passará a beneficiar de um mecanismo de aquisição com elevados padrões de qualidade, contribuindo directamente para a segurança alimentar do país e para a estabilidade económica das famílias moçambicanas.

Como primeiro grande resultado prático do encontro na capital moçambicana, foi já identificada a instituição congénere do ICM no Vietname. Esta entidade assumirá a coordenação técnica a partir de Hanói, criando uma linha de contacto directa que vai acelerar os procedimentos operacionais para a efectivação do acordo.

A medida enquadra-se nos esforços do Governo de Moçambique para diversificar as suas parcerias internacionais estratégicas, com o objectivo central de proteger o custo de vida do cidadão e garantir o acesso sustentável a produtos essenciais da cesta básica.

Imagem: DR

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