Mondlane critica resposta da Presidência sobre perseguição a membros do ANAMOLA

O líder do partido político moçambicano ANAMOLA, Venâncio Mondlane, recorreu às redes sociais para manifestar a sua indignação com a resposta recebida da Presidência da República em relação a uma petição submetida há cerca de um ano. A petição denunciava uma alegada escalada de violência e perseguição contra membros do partido em várias partes do país.

Numa publicação partilhada na sua página de Facebook, Mondlane partilhou uma imagem da carta de resposta do Gabinete do Presidente da República, datada de 29 de Maio de 2026, com o seguinte texto: “𝐃𝐚𝐧𝐢𝐞𝐥 𝐂𝐡𝐚𝐩𝐨 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐝𝐨 𝟏 𝐚𝐧𝐨 𝐚 𝐜𝐚𝐫𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐕𝐞𝐧𝐚̂𝐧𝐜𝐢𝐨 𝐌𝐨𝐧𝐝𝐥𝐚𝐧𝐞 𝐚𝐩𝐞𝐧𝐚𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐝𝐢𝐳𝐞𝐫….𝐧𝐚da.” A carta confirma a recepção da petição de Mondlane e informa que o Presidente Daniel Chapo ordenou a remessa do expediente à Procuradoria-Geral da República e ao Ministro do Interior “para apreciação e adoção dos procedimentos legais tidos por adequados”.

A resposta da Presidência invoca o facto de a matéria exposta na petição se referir a alegações de natureza criminal, cuja competência de investigação e promoção cabe ao Ministério Público e ao Ministério do Interior. Mondlane, no entanto, interpreta esta resposta como um acto de “dizer nada” e de não assumir a responsabilidade directa pelas preocupações levantadas.

A publicação de Mondlane gerou diversas reacções nas redes sociais, com alguns utilizadores a apoiar a sua posição e outros a defender a resposta da Presidência como sendo o procedimento legal adequado. O caso destaca as tensões políticas em Moçambique e a complexidade de lidar com questões de violência e perseguição política num contexto de democracia em consolidação.

Imagem: DR

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