O primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu, rejeitou as acusações de genocídio na Faixa de Gaza e denunciou apoio internacional ao Hamas.
O governante israelita falava, nesta sexta-feira, na Assembleia Geral da ONU, onde defendeu a eliminação do Hamas e a libertação de reféns como condições para a paz em Gaza.
Num pronunciamento tido como tenso e marcado por protestos diplomáticos, Benyamin Netanyahu afirmou, nesta sexta-feira, que o Israel tem adoptado medidas para evitar vítimas civis, mesmo no decurso da guerra contra o Hamas e perante acusações de genocídio.
Ainda no seu discurso Netanyahu na Assembleia Geral da ONU, acusou o grupo Hamas de receber apoio internacional e de usar civis como escudos humanos, dificultando as operações que visam o restabelecimento da paz.
Nas suas palavras, Israel não está a promover fome ou crises humanitárias intencionais, mas sim está a combater o que chamou de “máquina terrorista” e prometeu continuar com a ofensiva até que o Hamas seja completamente desmantelado.
O discurso provocou reações imediatas. Representantes de alguns países e diplomatas abandonaram o auditório antes de Netanyahu subir à tribuna, em protesto contra o não cumprimento de decisões internacionais por parte de Israel.
A saída de diplomatas foi interpretada como um posicionamento político directo sobre a postura israelita diante de tribunais internacionais.
Na sua intervenção na octagésima sessão da Assembleia Geral da ONU, o governante frisou que Israel “não cederá” às pressões internacionais e que não descansará enquanto não eliminar o Hamas e trouxer para casa os 20 reféns vivos, dos 48 que estão em poder do Hamas.