“Não queremos colocar dinheiro em balde furado”, diz Banco Mundial

O Banco Mundial (BM) recomenda o Maláui a reestruturar as suas políticas macroeconómicas antes de a instituição e o Fundo Monetário Internacional retomarem a ajuda financeira ao país.

O vice-presidente do Banco Mundial para a África Oriental e Austral, Ndiame Diop, afirmou que a retomada do apoio orçamentário directo é impossível sem que o Malawi primeiro restabeleça um programa activo com o FMI. Ou seja, para o BM apoiar o orçamento ao país é necessário que se reestabeleça a relação com o FMI.

“Sem restaurar a estabilidade macroeconómica, apoiar o orçamento é como colocar dinheiro em um balde furado”, disse Diop. “Não se resolve o problema – e o sofrimento da população continua”.

O acordo de crédito ampliado (ECF, na sigla em inglês) de 175 milhões de dólares, assinado entre o Maláui e o FMI, com duração de quatro anos, expirou em 14 de Maio, sem que nenhuma revisão tivesse sido concluída. Esse fracasso deixou o país, na prática, sem um programa para ancorar sua política macroeconómica.

“Assim que o Maláui demonstrar impulso nas reformas, o Banco Mundial e outras instituições estarão em melhor posição para fornecer apoio financeiro directo. Nós acompanhamos as reformas do Governo. Se o Governo avança, nós avançamos” assegurou Diop, citado pelo Nyasa Times.

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