Níveis de raptos em Moçambique reduziram, afirma Presidente da República

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou, hoje, em Maputo, que os níveis de raptos contra empresários em Moçambique registam uma redução, apesar de existência de esforços para contrariar essa tendência.

Falando na CASP 2025, o Chefe e Estado considerou os raptos como fenómenos que atrasam o desenvolvimento do país, à medida que desincentiva o investimento nacional e estrangeiro. A vontade de Daniel Chapo é que o país seja e esteja livre de raptos.

 “Quem está atento consegue perceber que os níveis de raptos, mas nós conseguimos perceber que há pessoas que ainda continuam a querer enfrentar um Estado. Nós, como Estado, vamos continuar a trabalhar dia e noite para que esta redução se torne zero rapto em Moçambique para desenvolver a nossa economia” disse.

Com o terrorismo e os raptos terminados, com a economia dinâmica, oportunidades de negócio, em paz e segurança, vamos, sem margem de dúvida, trazer prosperidade para o nosso país, criar esperança para o nosso povo, e criar melhores condições de vida para todos os moçambicanos.

Na mesma senda de procurar assegurar um ambiente hospitaleiro para quem pretenda investir em qualquer parte no país, Chapo referiu que será drenando esforço para eliminar o terrorismo na província de Cabo Delgado, alvo de projectos de gás, estimados em 50 mil milhões de dólares.

“Não vamos compactuar com o crime. Nós queremos Moçambique com um ambiente de negócios onde as pessoas convivem em paz e segurança” referiu, vincando serem critérios fundamentais para o desenvolvimento de qualquer nação no mundo.

“É essa a nossa luta em relação à Cabo Delgado. Por isso vamos continuar a trabalhar dia e noite, usando todos os meios que estão ao nosso alcance para que, realmente, o terrorismo possa ter fim” vincou.

A XX Edição da Conferência Anual do Sector Privado (XX CASP) simboliza 20 anos de Diálogo Público-Privado institucionalizado em Moçambique.

Dados apresentados ao Parlamento, em Abril deste ano, pelo Ministro do Interior, Paulo Chachine, indicavam que o país registou 205 crimes de raptos, entre 2011 e Março de 2025.

Na mesma senda de apresentação de informe aos deputados, o Procurador-Geral da República (PGR), Américo Letela, disse que, em 2024, as autoridades de justiça resgataram 13 vítimas de raptos e detiveram 21 cidadãos em conexão como os crimes.

Em Junho, o porta-voz interino do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), João Adriano, informou que a Cidade de Maputo registou quatro casos de rapto durante os primeiros cinco entre Janeiro e Maio deste ano, contra oito em igual período do ano anterior.

Em Outubro (7), um empresário luso-moçambicano do sector de automóveis foi raptado na Avenida Zedequias Manganhelas, baixa da Cidade de Maputo, quando pretendia entrar no seu estabelecimento, NBC. Este mês (4), o SERNIC apresentou dois indivíduos indiciados de participar no crime. Foram flagrados na viatura utilizada para raptar o empresário.

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