O grupo até quer, mas não é desta que o G7 vai liberar reservas estratégicas de petróleo

Uma interrupção histórica na produção mundial de petróleo fez com que os preços do petróleo bruto ultrapassassem a barreira dos 100 dólares na segunda-feira, pela primeira vez em quase quatro anos, antes de se estabilizarem pouco abaixo dos 100 dólares.

Isso se deve ao conflito armado desencadeado pelos Estados Unidos da América e Israel contra o Irão. Anteriormente, em após a Rússia iniciar ataques contra a Ucrânia, os preços ultrapassaram a barreira dos 150 dólares. Entretanto, com a guerra contra o Irão a se prolongar, os contratos futuros de petróleo podem ter ainda mais espaço para subir.

Na segunda-feira, os países do G7 estiveram reunidos, e a grande expectativa era de um anúncio sobre como podem lidar, urgentemente, com a subida dos preços de petróleo, recorrendo as suas reservas. Contudo, o anúncio feito foi de que o Grupo ainda se está a preparar para implementar “medidas ⁠necessárias” para responder à escalada dos preços.

“Ainda não chegamos lá” disse a jornalistas em Bruxelas, Bélgica, o Ministro das Finanças da França, Roland Lescure.

Recorrer às reservas é uma possibilidade em aberto, mas não a primordial, para já.

“O que acordamos foi usar todas as ferramentas necessárias, se for necessário para estabilizar o mercado, incluindo ⁠a ‌possível liberação das reservas necessárias” referiu.

Uma autoridade do G7 disse à Reuters que havia um ‘amplo consenso’ para não recorrer​às reservas nesta fase.

“Não é que alguém esteja contra, é apenas uma questão de tempo. São necessárias mais análises”, disse, acrescentando ​que a decisão final caberia aos líderes do G7.

Lescure, cujo país ocupa a presidência do G7 este ano, disse que actualmente não há problemas de abastecimento na Europa ou nos EUA. (Fontes: CNN, IfoMoney e Swissinfo).

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