Países africanos reagem com preocupação à guerra no Médio Oriente

A guerra no Médio Oriente desde 28 de Fevereiro levanta preocupação em África, nomeadamente, quanto às respectivas repercussões no que diz respeito às suas comunidades radicadas naquela região do globo.

Segundo uma publicação da RFI, a Embaixada da Guiné-Bissau na Arábia Saudita apelou aos seus cidadãos nesse país e noutros da região a “um elevado nível de vigilância” e a cumprirem as orientações de segurança. A Embaixada da Guiné-Bissau na Arábia Saudita emitiu um comunicado neste fim de semana recomendando aos seus cidadãos estarem atentos a todos os avisos e instruções emitidos pelas autoridades competentes.

Já Cabo Verde não dispõe de nenhuma representação na região. Segundo o seu chefe da diplomacia, José Luís Livramento, o arquipélago apoia-se nas chancelarias portuguesas na área ou, mesmo, da União Europeia.

As autoridades dizem que a maior parte dos cabo-verdianos na região estão radicados nos Emirados Árabes Unidos e que acompanham o dossier de perto desde o início das hostilidades no sábado passado.

Por seu lado Angola, através de uma nota de imprensa da Presidência da República desta segunda-feira diz acompanhar “com extrema preocupação a grave escalada do conflito no Médio Oriente”. Luanda apela as partes à “máxima contenção e a privilegiarem o diálogo através dos canais diplomáticos, envidando esforços com vista à cessação imediata das hostilidades, restabelecendo assim a paz e a estabilidade regionais”.

Por enquanto a diplomacia de Moçambique e de São Tomé e Príncipe afirmam estar a coordenar-se visando um pronunciamento público sobre o caso.

Por outro lado, a CEDEAO, Comunidade económica dos Estados da África ocidental (de que são membros Cabo Verde e a Guiné-Bissau) publicou neste domingo nas redes sociais uma declaração alusiva. “A intensificação das acções militares corre o risco de ampliar a instabilidade no Médio Oriente, com sérias consequências para a paz e a segurança internacionais em geral e, em particular, para os mercados globais de energia, o comércio e as cadeias de abastecimento alimentar, especialmente para África e outras regiões vulneráveis”, escreve a CEDEAO.

Anteriormente a União Africana, logo no sábado, tinha apelado à “contenção, a que de forma urgente se baixe a escalada, e a se optar por um diálogo afirmado” por forma a evitar “agravar a instabilidade mundial”.

 

(Foto DR)

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