O Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) condenou “as acções desproporcionais e desnecessárias de quatro policiais”, responsáveis pela morte a tiros de uma criança de 12 anos, Feniasse Jemusse Muchanguera, enquanto ela viajava num minibus de Maputo para a província central de Manica.
A tragédia ocorreu na manhã desta segunda-feira (01), na região de Bobole, distrito de Marracuene, ao longo da estrada nacional número 1 (N1), cerca de 30 quilómetros a norte da cidade de Maputo.
Como resultado do tiroteio, após tentativas frustradas de parar o veículo em que o menor viajava na companhia dos pais, um agente da polícia considerado responsável pelo tiroteio foi capturado, espancado e incendiado por um grupo de residentes locais enfurecidos.
Em protesto contra o assassinato da criança pela polícia, membros do público também bloquearam a rodovia por várias horas.
De acordo com um comunicado do Comando Geral, “os outros três policiais que escaparam do linchamento público estão sob custódia policial, aguardando um processo disciplinar que levará à sua demissão, enquanto investigações paralelas estão em andamento para estabelecer a sua responsabilidade criminal”.
Entretanto, a polícia também pediu calma. O comunicado declarou que “como não toleramos abusos de poder, os responsáveis serão investigados para que incidentes como este não voltem a acontecer”.
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