O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou este sábado que a guerra na Ucrânia “está a chegar ao fim” e mostrou-se disponível para se reunir com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, desde que exista um acordo de paz “definitivo”.
Horas depois, o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, revelou ter transmitido a Putin uma mensagem de Zelensky indicando disponibilidade para um encontro directo “em qualquer formato”.
O Kremlin, citado pela Reuters, negou, porém, ter recebido qualquer mensagem formal do Presidente ucraniano através do líder eslovaco.
“Começaram a intensificar o confronto com a Rússia, que continua até hoje. Acho que isto está a chegar ao fim, mas a situação continua grave”, afirmou Putin, criticando o apoio militar ocidental a Kiev.
Putin falou depois das comemorações do Dia da Vitória em Moscovo, marcadas por fortes medidas de segurança, receio de ataques ucranianos com drones e um desfile militar mais contido do que em anos anteriores.
Na sexta-feira, durante o discurso na Praça Vermelha, Putin insistiu que as forças russas continuam a avançar na Ucrânia apesar do apoio da NATO a Kiev.
Falando aos jornalistas este sábado, o Presidente russo admitiu a possibilidade de um encontro com Zelensky num terceiro país, mas condicionou essa reunião a um entendimento prévio sobre um tratado de paz.
“Seria possível reunir num terceiro país, mas apenas se se alcançar um acordo definitivo sobre um tratado de paz, que deverá ser desenhado com uma perspetiva a longo prazo”, afirmou, citado pela agência russa TASS.
Putin comentou ainda a proposta de troca de prisioneiros anunciada na sexta-feira pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, garantindo que Moscovo continua à espera de uma resposta formal de Kiev.
“Contamos com a parte ucraniana para responder à proposta feita pelo Presidente dos Estados Unidos. Infelizmente, até hoje ainda não recebemos qualquer proposta”, afirmou.
O líder russo referiu-se também ao papel europeu nas negociações, acusando os países da União Europeia de procurarem “ganhos” através da assistência tecnológica e militar prestada à Ucrânia.
Putin admitiu ainda contactos com líderes europeus no âmbito de futuras negociações e referiu o antigo chanceler alemão Gerhard Schröder como um nome de confiança para esse processo, apesar das críticas de que tem sido alvo na Alemanha pelos seus laços com Moscovo. (CNN Portugal)