Toma lá, dá cá! “Já não vendemos bilhetes a crédito” dizem accionistas da LAM

A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) passou, nos últimos anos, por momentos tenebrosos, no qual as sucessivas estruturas de gestão não conseguiram estabilizar a empresa.

Para reverter o cenário, que se assume de conhecimento geral, o Executivo capitalizou recursos de três Empresas do Sector Empresarial do Estado consideráveis financeiramente estáveis. A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), a Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) em conjunto, detêm quase a totalidade das participações do Estado na LAM.

Com efeito, uma nova Comissão de Gestão foi introduzida na companhia aérea para fazer varredura na empresa, o que parece estar a surtir efeitos. Em conferência de imprensa, o Presidente do Conselho de Administração da LAM, Agostinho Langa Jr, disse que uma das medidas aplicadas pela Comissão vigente é a eliminação de concessão de bilhetes a crédito.

“Não estamos agora a vender bilhetes a crédito. Ou paga, ou então, não viaja” disse, referindo, a título de exemplo, casos de clubes que participam do Moçambola, o maior campeonato de futebol do país, que tinha sido interrompido, entre outros, devido aos atrasos dos pagamentos de tarifas de voos às LAM. De acordo com Agostinho Langa Jr., essa é uma medida aplicada à LAM pelos seus fornecedores, como a PETROMOC.

Referiu que a algumas empresas já liquidaram as dívidas que tinham com a LAM, sendo que outras já estão a cumprir com o prazo de liquidação proposto. “Isto permite que a saúde financeira, aos pouco, vá melhorando”.

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