Três menores de 13, 14 e 16 anos, todos da mesma família, morreram após serem submetidos a uma circuncisão tradicional no distrito de Pebane, província da Zambézia.
Segundo Cassimo Jamal, administrador de Pebane, os jovens não recorreram aos meios oficiais de saúde. “Foram utilizados métodos tradicionais para realizar a circuncisão, nas matas, sem anestesia e sem qualquer outro procedimento médico. Minutos depois da intervenção, as crianças começaram a vomitar, apresentaram fraqueza e o sangramento prolongou-se por dois dias consecutivos”, explicou Jamal ao Diário da Zambézia.
As famílias poderiam ter recorrido aos procedimentos oficiais, sublinha o administrador, pelo que as autoridades estão agora à procura do curandeiro responsável pela cirurgia, que se encontra em fuga.
O caso levanta preocupações sobre a prática de circuncisões tradicionais sem supervisão médica, alertando para os riscos de complicações graves e mortais.
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