As 48 horas passaram a cinco dias e depois de todas as ameaças, parece haver uma luz ao fundo do túnel para que a guerra não escale de forma definitiva e decisiva. Através das suas redes sociais, o Presidente dos Estados Unidos anunciou ao mundo que estão a decorrer negociações com o Irão para pôr um fim a todas as hostilidades.
De acordo com Donald Trump, em cima da mesa estão “conversas produtivas”, sendo que o primeiro grande resultado é a suspensão de todos os ataques às infraestruturas energéticas do Irão, que têm sido massacradas ao longo dos últimos dias.
Segundo uma publicação da CNN Portugal, a moratória do Presidente norte-americano está, no entanto, dependente do sucesso ou insucesso das conversações, que vão continuar ao longo dos próximos dias.
Donald Trump não esclareceu, no entanto, o que fará no fim desse período de cinco dias. “É com prazer que anuncio que os Estados Unidos e o Irão tiveram, ao longo dos últimos dois dias, conversações muito boas e produtivas sobre uma resolução completa e total para as nossas hostilidades no Médio Oriente”, pode ler-se na publicação.
Donald Trump coloca, assim, um travão a uma guerra que ele próprio ameaçou agravar, depois de ter feito um ultimato ao Irão, ameaçando com medidas pesadas caso o Estreito de Ormuz não fosse aberto.
E embora aquela localização não seja mencionada na nova mensagem do Presidente norte-americano, o cenário que fica no ar, talvez até pela primeira vez desde 28 de Fevereiro, é de desescalada.
“Com base no tom destas conversações profundas, detalhadas e construtivas, vamos continuar ao longo da semana. Instruí o Departamento de Guerra a adiar todo e qualquer ataque a centrais e infra-estruturas energéticas do Irão por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em curso”, acrescentou.
De recordar que as centrais do Irão eram precisamente um dos alvos na mira de Donald Trump em relação ao seu ultimato, sendo que ambos os lados já disseram por várias vezes que não querem um cessar-fogo.
E se é verdade que o Presidente dos Estados Unidos também não falou em cessar-fogo, pelo menos mencionou a possibilidade de uma “solução” dialogada.
(Foto DR)