Ucrânia deve ceder terras ou enfrentar conquista militar

Num discurso marcado por ataques verbais sem precedentes aos líderes europeus, o Presidente russo reafirmou a intenção de expandir o controlo territorial na Ucrânia e criar uma “zona-tampão” de segurança.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, lançou esta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, um sério aviso à comunidade internacional. Durante a reunião anual com o comando do Ministério da Defesa, em Moscovo, o líder do Kremlin assegurou que a Rússia “alcançará a libertação dos seus territórios históricos pela via militar” caso a Ucrânia e os seus aliados ocidentais recusem aceitar as exigências russas na mesa de negociações.

Expansão da “Zona-Tampão”

Um dos pontos centrais da intervenção de Putin foi o anúncio da expansão de uma “zona-tampão” de segurança em regiões ucranianas que ainda não foram oficialmente anexadas pela Rússia. O objetivo, segundo o Presidente, é impedir ataques de Kiev contra o território russo, como a incursão na região de Kursk ocorrida meses antes.

O ministro da Defesa, Andrei Belousov, especificou que esta zona deverá ser estabelecida na fronteira nordeste da Ucrânia, mencionando o bastião de Kupiansk, na província de Kharkiv, como um ponto estratégico crucial para esta nova configuração de segurança.

Insultos aos líderes Europeus

O discurso foi pontuado por uma retórica invulgarmente agressiva em relação à Europa. Putin acusou os governantes europeus de “histeria” e de seguirem cegamente a estratégia do anterior governo dos EUA. Numa passagem que já está a gerar indignação diplomática, o líder russo chegou a apelidar os líderes europeus de “porquinhos”, acusando-os de mentirem sobre a existência de uma ameaça russa à NATO.

“Isto é mentira, disparates, apenas disparates sobre alguma ameaça russa imaginária aos países europeus. Mas isso está a ser feito de forma bastante deliberada para pôr medo nas cabeças das pessoas”, afirmou Putin.

O Futuro da Guerra e as Negociações de Paz

Apesar de ter elogiado os esforços de diálogo promovidos por Donald Trump, Putin deixou claro que a Rússia não fará concessões sobre as quatro províncias já anexadas (Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia). O Kremlin sinaliza agora a possibilidade de prolongar o conflito até 2026, caso as iniciativas de paz não contemplem o reconhecimento da soberania russa sobre estas regiões.

A Ucrânia, pela voz do Presidente Volodymyr Zelensky, já reagiu, alertando os aliados de que a Rússia se prepara para “mais um ano de guerra” e apelando à utilização dos ativos russos congelados na Europa para financiar a defesa do país.

Fonte: SIC notícias

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