Explosões sacodem a capital venezuelana e Governo acusa os EUA

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou este sábado, 3 de Janeiro, o que classificou como uma “agressão militar” contra o país, após relatos de fortes explosões e intensa actividade aérea registadas durante a madrugada em Caracas e noutras regiões.

Segundo declarações transmitidas pelos meios de comunicação estatais, o chefe de Estado acusou os Estados Unidos de estarem por detrás dos incidentes e anunciou a declaração do estado de emergência nacional, bem como o reforço do dispositivo das Forças Armadas venezuelanas. Maduro afirmou que a soberania do país foi violada e garantiu que o Governo está a responder para “defender a integridade territorial”.

Testemunhas relataram várias detonações, voos de aeronaves a baixa altitude e falhas no fornecimento de energia eléctrica em zonas da capital. As autoridades venezuelanas indicaram ainda que incidentes semelhantes terão sido registados noutros estados do país, embora sem avançar detalhes sobre eventuais danos materiais ou vítimas.

Nas redes sociais circularam informações que apontam para alegadas explosões secundárias após um suposto ataque aéreo a infra-estruturas estratégicas, incluindo referências ao Aeroporto de Higuerote. Estas alegações não foram confirmadas oficialmente pelo Governo venezuelano, que até ao momento não especificou os alvos atingidos nem as causas exactas das explosões.

Por sua vez, as autoridades dos Estados Unidos ainda não reagiram publicamente às acusações feitas por Caracas. Analistas internacionais referem que o episódio ocorre num contexto de crescente tensão entre Washington e o Governo de Maduro, marcado por acusações mútuas e operações relacionadas com o combate ao narcotráfico na região.

Enquanto persistem versões contraditórias, a situação continua envolta em incerteza, com a comunidade internacional a aguardar esclarecimentos adicionais que permitam apurar a origem e a dimensão real dos acontecimentos registados na Venezuela.

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