O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, expressou profunda preocupação com a recente acção militar dos EUA na Venezuela, exigindo a libertação imediata do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa.
Ramaphosa alertou que os acontecimentos representam uma séria ameaça à estabilidade regional e à paz internacional, e instou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a intervir.
O líder sul-africano afirmou que a captura do Presidente Maduro constitui uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.
Enfatizou ainda que o Conselho de Segurança é o único órgão internacional com mandato para tratar de questões de paz e segurança e pediu que este exerça sua sabedoria coletiva para resolver a crise.
Alertou que o incidente poderia criar um precedente perigoso, dando, na prática, “carta-branca” para intervenções militares contra Estados soberanos.
Ramaphosa afirmou que tais acções minam a ordem global baseada em regras e devem ser tratadas por meio de instituições multilaterais.
A reação internacional tem sido bastante dividida. Enquanto a China e Rússia lideraram a condenação da medida dos EUA, descrevendo-a como ilegal e desestabilizadora, outros países manifestaram apoio, aprofundando as divisões globais.