O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) lançou, uma adenda ao Plano de Necessidades e Resposta Humanitária 2026, que tem por a mobilização de recursos financeiros e materiais para socorrer as populações fustigadas pelas cheias e inundações.
Segundo o INGD, o objectivo passa por priorizar os sectores vitais como abrigo, água e saneamento, saúde, nutrição e segurança alimentar. Além da assistência imediata, o instrumento foca-se também no fortalecimento da resiliência das comunidades, de modo que estas fiquem melhor preparadas para enfrentar futuros choques climáticos que ciclicamente afectam o território nacional.
Para fazer face à crise e garantir o abrigo das famílias, as autoridades mantêm em funcionamento 94 centros de acomodação, onde se encontram instalados mais de 94 mil cidadãos que foram forçados a abandonar as suas casas devido à subida do nível das águas. A situação é agravada pelo transbordo de vários rios, que comprometeu habitações, infra-estruturas públicas e o acesso a serviços básicos.
Na ocasião, a presidente do INGD, Luísa Celma Meque, frisou que “as chuvas intensas aumentaram drasticamente a vulnerabilidade de milhares de agregados familiares, com especial incidência sobre mulheres, crianças, idosos e pessoas com deficiência”.
“A elaboração desta adenda contou com o apoio das Nações Unidas e de diversos parceiros internacionais”, frisou a responsável, apelando ao reforço da colaboração por parte da comunidade internacional e dos doadores.
As províncias de Gaza e Maputo são as mais fustigadas, contabilizando-se cerca de 700 mil pessoas impactadas pelos fenómenos climatéricos extremos. Os dados actuais da emergência revelam um cenário preocupante, com o registo de 22 óbitos, 45 feridos e 10 pessoas desaparecidas.
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