O Instituto de Algodão e Oleaginosas de Moçambique diz que não houve qualquer interferência na selecção da Future Technologies Of Mozambique no concurso público de 130 milhões de meticais para uma plataforma tecnológica.
Em uma conferência de imprensa havida nesta terça-feira, para esclarecer sobre o polémico concurso público com alegado envolvimento do ministro da Agricultura, a instituição diz que a avaliação foi meramente técnica, e o júri não tem como conhecer pessoas envolvidas ou com interligação, porque as sociedades são anónimas.
O IAOM salientou que a escolha da empresa Future Technologies de Moçambique resultou da avaliação técnica e financeira das propostas de sete concorrentes.
“É acolhida, em primeiro lugar, a proposta apresentada pela Future Technologies de Moçambique, por ter proporcionado uma solução técnica considerada mais adequada e realista, constituindo a integração dos 7 módulos necessários ao IAOM”, explicou durante a conferência Nelson de Almeida, director-geral do IAOM.
“Aqui notaremos na proposta um serviço de gestão de transacções estável e compatível, constituindo serviços financeiros relacionados ao sistema de reconhecimento facial utilizando um único cartão, o que pode ser uma inovação para a nossa realidade, bem como um mecanismo confiável para a promoção de produtos”, acrescentou a fonte.
Outra razão que pode ter pesado na escolha da Future Technologies Of Mozambique segundo a fonte, é o facto de esta ser parceiro de uma empresa internacional, o que ira-lhe permitir prover um serviço de padrão internacional.
“Constatado que o vencedor tenha firmado um acordo com um parceiro de tecnologia com uma reputação internacional bem conhecida e vasta experiência na estabilização de plataformas digitais a nível global, neste caso IAOM, garantindo, assim, uma maior probabilidade no serviço de satisfazer o interesse público durante este contrato.”
Por estes argumentos expostos, o director-geral afasta a hipótese do alegado conflito de interesse do ministro, e diz ainda que durante a avaliação, o júri não tem acesso aos nomes dos accionistas das empresas.
De referir que o polémico concurso publico esta suspenso enquanto se aguarda os resultados de uma comissão interna de inspecção para averiguação.