Banco Mundial desembolsa 201 M$ para apoiar o sistema de saúde em Moçambique

O Banco Mundial anunciou o desembolso de 201 milhões de dólares, equivalentes a 12,7 mil milhões de meticais, destinados a financiar o sistema de saúde de Moçambique.

Segundo o chefe de projectos de saúde do Banco Mundial, João Pires, que falou em Maputo na terça-feira (02), no lançamento do projecto Health Emergency Preparedness, Response and Resilience (HEPR), o apoio reflecte o compromisso regional, global e nacional do Banco em investir em sistemas de saúde.

Citado numa publicação da AIM, Pires explicou que o fundo irá reforçar a resiliência do sistema de saúde moçambicano, promovendo uma melhor preparação e resposta multissetorial a emergências de saúde pública, incluindo surtos epidémicos e catástrofes naturais.

“O fundo irá também beneficiar 50 000 profissionais de saúde, num momento em que sabemos que a ajuda financeira externa está a passar por sérias dificuldades. Sabemos que esta ajuda tem vindo a diminuir, numa altura em que as necessidades continuam a aumentar”, acrescentou o responsável.

Na ocasião, o ministro da Saúde, Ussene Isse, afirmou que o apoio permitirá criar plataformas digitais de gestão de informações sobre recursos humanos na área da saúde, “desenvolver currículos para especializações médicas, de enfermagem e outras profissões da saúde, e criar um portal de emprego para permitir o recrutamento eficiente de recursos humanos”.

“O montante destina-se também a conceder bolsas de estudo e subsídios para formação de doutoramento, mestrado, especialização e pós-graduação, com o objectivo de incentivar os profissionais de saúde a formarem-se e desenvolverem competências na área da saúde digital”, afirmou o governante.

Segundo Isse, o programa também irá melhorar o acesso a produtos de saúde de qualidade, incluindo o reforço das capacidades para a produção local de medicamentos e produtos de saúde, o estabelecimento de um ambiente regulamentar e jurídico favorável à produção local de medicamentos e produtos de saúde e a melhoria da deteção precoce e da resposta a emergências de saúde através de uma abordagem multissetorial.

“Este programa irá reforçar o apoio à vigilância multissectorial colaborativa e aos diagnósticos laboratoriais, garantir a verificação, investigação e avaliação de riscos atempadas dos alertas, expandir a capacidade laboratorial e testar ameaças à saúde humana, animal e ambiental”, concluiu.

 

(Foto DR)

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