O início do julgamento de Humberto Sartone, esta sexta-feira, 24 de abril, trouxe ao debate público a situação de saúde do arguido, que responde por crimes de tráfico, falsificação de documentos, uso de documentos falsos, fraude fiscal e branqueamento de capitais. O processo, que também envolve o filho e um sócio de negócios do arguido, decorre sob a sombra de um protesto persistente dentro da unidade prisional.
O Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) emitiu um comunicado oficial esclarecendo que o recluso se recusa voluntariamente a ingerir alimentos desde o dia 21 de abril, data em que deu entrada no Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança da Machava (BO). Segundo o SERNAP, a direcção da unidade tentou intervir prontamente assim que a situação foi identificada, notificando a família e o seu mandatário legal para sensibilizá-lo a abandonar a greve.
Contudo, até ao momento, Humberto Sartone mantém-se irredutível na sua decisão, não tendo apresentado as razões que motivam a referida greve de fome. O SERNAP assegura que continua a acompanhar o caso com a devida responsabilidade, garantindo o respeito pelos direitos fundamentais do recluso, bem como o cumprimento rigoroso das normas legais e humanitárias em vigor.
Foi neste cenário, e após dias de recusa alimentar, que Humberto Sartone compareceu hoje à primeira sessão do seu julgamento, apresentando-se visivelmente debilitado perante o tribunal.