Chapo vai ceder à pressão da Mozal para ceder energia a preços baixos?

O Presidente da República, Daniel Chapo, já deixou evidente que a Mozal deverá pagar a electricidade da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) a um preço justo. A fundidora de alumínio diz que os preços são insustentáveis e ameaça levar as operações para outro país, já em 2026, caso o Governo não recue da decisão.

Ao corrente do imbróglio entre a empresa e o Estado moçambicano, pesquisadora na área das Indústrias Extractivas, Fátima Mimbire, desconfia que a posição de Chapo pode ruir à força da Mozal.

Em entrevista à DW, alertou para a influência que o antigo Presidente a República, Joaquim Chissano, tem sobre o contrato com a Mozal, podendo valer para impedir que Chapo de mantenha firme.

“Olhando para a influência que o antigo Presidente tem sobre esta governação, eu tenho imensas dúvidas que o Presidente Chapo vai conseguir manter-se firme na decisão de que a Mozal deve pagar a taxa justa pela energia” disse.

Para Mimbire, a Mozal deve adequar-se a actualidade, e procurar negociar novos contratos sem, contudo, recuar para preços antigos.

“A Mozal deveria efectivamente pagar o preço justo. Pode até negociar uma margem mais baixa tendo em conta a sua estrutura de custos, mas não pode ser uma margem que seja igual ao que vinha pagando desde que começou a operar há quase 25 anos”, considerou. Leia mais…

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