Os Indignados Moz, um movimento de moçambicanos na diáspora, acusam o Governo de os excluir do processo do diálogo nacional inclusivo, lançado recentemente. Numa carta dirigida à ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas, o grupo denuncia que não houve qualquer convite ou contacto prévio que garantisse a sua participação.
Para os activistas, a exclusão é inaceitável. “Não se pode lembrar da diáspora apenas quando se trata de atrair investimentos ou enaltecer o nome do país. A diáspora deve ser integrada no dia a dia e nos processos de mudança”, lê-se no documento, citado pelo Jornal RIGOR.
Eles recordam que milhões de moçambicanos espalhados pelo mundo continuam a enviar remessas que sustentam famílias e a projectar a imagem do país no exterior, razão pela qual a sua ausência no encontro de auscultação de 10 de Setembro “mina a credibilidade e a legitimidade do diálogo”.
A crítica torna-se mais forte porque, no lançamento oficial do processo, o Presidente da República, Daniel Chapo, garantiu que “ninguém estaria excluído”, nem no solo pátrio nem na diáspora.
Para os Indignados Moz, este episódio mostra mais do que uma falha técnica: revela um sinal preocupante de marginalização. “Somos parte do presente e do futuro de Moçambique. A exclusão só aprofunda a distância e fragiliza a reconciliação nacional”, concluem.
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