Manica instaurou sete processos contra crimes ambientais na exploração mineira

A província de Manica instaurou sete processos contra entidades que, nas suas actividades de exploração mineira, cometeram crimes ambientais, revelou, hoje, em Chimoio, Cláudia José, em representação da procuradora provincial.

Ela falava no evento de apresentação de um estudo sobre poluição ambiental na indústria extractiva na província, realizado pelo Centro de Integridade Pública.

O crime de poluição dos rios conta com três processos instaurados, o de introdução de substâncias tóxicas nos rios conta com dois e o de deslocação forçada da comunidade com dois.

Outros crimes identificados foram a extracção ilegal dos recursos minerais, desflorestação massiva, exploração da mão-de-obra infantil, corrupção e fuga ao fisco e disseminação de enfermidades.

Entretanto, o representante do Secretário de Estado na província notou que a poluição não decorre somente da actividade mineira ali praticada, mas também pela exploração nos países vizinhos, onde ocorre a poluição dos rios.

“… não só a poluição é feita na nossa província, mas também temos alguns rios que nascem fora da nossa província, como a vizinha república do Zimbabué, e a partir de lá recebemos alguns problemas de poluição” referiu.

Ele frisou a necessidade de se desenvolverem trabalhos conjuntos a nível da província e outras entidades estrangeira para encontrar soluções visando a resolução dos problemas de poluição.

Reconheceu que, actualmente, a mineração na província é praticada desenfreadamente, por entidades licenciadas e não-licenciadas – a população.

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