O académico moçambicano e presidente do conselho de administração do Grupo Politécnico, Lourenço do Rosário considera que o actual modelo de diálogo político inclusivo não serve aos interesses da sociedade moçambicana, mas sim dos partidos.
Em uma entrevista à TV Sucesso, o presidente do conselho de administração do Grupo Politécnico refere que a comissão responsável devia reconhecer que “não possui competência para conduzir este diálogo”.
“O grande problema reside no facto de o Estado não estar a respeitar os cidadãos e não saber que o cidadão tem direito a exercer. E para o caso de Moçambique, ainda não se respeita as pessoas”, anuiu Lourenço do Rosário, alertou que, se os erros não forem corrigidos, “as próximas eleições poderão ser ainda piores do que as do ano anterior”.
Na mesma entrevista, o académico defendeu, para o efeito, grandes transformações com vista a mudar o cenário, começando a criação de uma “Assembleia Constituinte”. “A história mostra que este modelo que temos vindo a utilizar e que têm provocado, por um lado a desistência dos cidadãos do seu interesse nos processos eleitorais e reiterados conflitos pós-eleitorais, significa que temos que deitar fora”, assinalou.
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