Chapo quer África unida na mitigação de desastres naturais

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, reafirmou a importância de priorizar investimentos na resiliência das comunidades, economias e ecossistemas africanos, em vez de somente mitigar os efeitos dos desastres, no seu discurso por ocasião do Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, que se assinalou ontem.

“Financiar a Resiliência, Não o Desastre” é o lema da data em 2025, que o Chefe do Estado considera crucial para reduzir perdas humanas e económicas no continente.

Outrossim, afirma que este incentiva a mais investimento na prevenção e na adaptação do que na mitigação depois da ocorrência dos desastres.

O Presidente Chapo sublinhou que cada Estado deve integrar a redução do risco de desastres nos seus planos e orçamentos. “Cada Estado é chamado a priorizar, nos seus planos e orçamentos, o financiamento de acções que fortaleçam a resiliência das comunidades, das economias e dos ecossistemas a se adaptarem e a recuperarem dos choques climáticos, desastres geológicos, choques económicos e outras crises”, afirmou.

Ademais, lembrou que Moçambique tem levado a cabo estas estratégias, especialmente no pós-ciclone Idai, com obras que incluem habitações, escolas e centros de saúde resilientes.

“Para tal, é importante reforçar os Sistemas de Aviso Prévio, garantir a construção de infra-estruturas resilientes e a diversificação dos meios de subsistência. Em Moçambique temos vindo a implementar esta estratégia, sobretudo, no contexto da reconstrução pós-ciclone Idai, através da construção e disponibilização às populações de habitações, escolas e centros de saúde resilientes”, disse.

O aumento da frequência de desastres em África reforça a urgência de tais investimentos. O 3.º Relatório Bienal de África sobre a implementação do Programa de Acção do Quadro de Sendai revela que o número de desastres passou de 496 em 2020 para 532 em 2022.

“Estes desastres têm consequências enormes de perda de vidas humanas, danos em infra-estruturas e no tecido económico e social, revertendo ganhos de desenvolvimento”, alertou.

O estadista enfatizou a rentabilidade do investimento em resiliência. “Os benefícios do investimento na redução do risco para a resiliência são substanciais. Estima-se que cada dólar investido na resiliência de uma infra-estrutura poupa quatro dólares em impactos económicos”, destacou, sublinhando a eficiência das acções preventivas.

Moçambique tem reforçado ainda a capacidade de resposta a emergências através de unidades nacionais, regionais e continentais, disse o Chefe do Estado.

“Continuamos a investir no fortalecimento das Salas de Situações Operacionais de Emergência, nomeadamente o Centro Nacional Operativo de Emergência com a sua rede nas províncias e a nível regional, o Centro de Operações Humanitárias e de Emergência da SADC, em Nacala, norte do país, e a nível continental a Sala de Situações da União Africana, em Adis Abeba”, apontou.

Segundo o governante, o objectivo destas estruturas é a recolha e partilha de dados para garantir acções antecipadas eficazes. “Este esforço colectivo visa essencialmente a recolha e partilha de dados e conhecimento para acelerar uma acção antecipada eficaz, salvar milhões de vidas e garantir a resiliência das nossas comunidades”, disse.

O Presidente da República encerrou apelando à cooperação africana e internacional.

“Ao comemorarmos o 13 de Outubro, Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, na qualidade Campeão da União Africana nesta matéria, apelo a todos os líderes africanos a integrarmos a redução do risco de desastres, como uma prioridade nos planos de desenvolvimento nos diferentes níveis”.

Apelou igualmente parceiros nacionais, regionais e internacionais para que reforcem o apoio às iniciativas de Moçambique na redução do risco de desastres, no fortalecimento da resiliência do continente africano. “A terminar, aproveito a oportunidade para agradecer a todos os Actores da Redução do Risco de Desastres e reiterar as minhas saudações aos Parceiros de Cooperação, esperando que juntos consigamos enfrentar os desafios emergentes”, concluiu.

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