O Presidente da Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (CTDNI), Edson Macuácua, reafirma o compromisso do órgão em conduzir um processo participativo, transparente e representativo, destinado a reforçar a unidade e coesão nacional.
Em entrevista exclusiva à Rádio Moçambique (RM) Macuácua sublinhou que o diálogo “é um processo dos moçambicanos para os moçambicanos”, orientado para ouvir todas as sensibilidades políticas, religiosas, académicas e da sociedade civil.
O dirigente disse ainda que a fase actual centra-se na auscultação pública em todas as províncias, com o objectivo de recolher contributos sobre os principais desafios do país e identificar soluções sustentáveis e exequíveis.
“Queremos garantir que cada moçambicano sinta que faz parte desta construção colectiva”, disse durante a entrevista.
A fonte explicou que a Comissão foi estruturada de forma a reflectir a diversidade nacional, integrando representantes de vários sectores e regiões do país, o que assegura pluralidade de perspectivas e legitimidade social.
“Não se trata de um exercício político, mas de um movimento de reconciliação e de consolidação da paz através do diálogo aberto e inclusivo”, acrescentou.
Macuácua destacou que as propostas resultantes das consultas deverão traduzir-se em recomendações práticas, voltadas para o fortalecimento da governação, da coesão social e da prevenção de conflitos.
“Não queremos um relatório meramente teórico. O resultado do diálogo deve ter impacto directo na vida das comunidades e nas políticas públicas”, afirmou.
Fez saber que o trabalho da CTDNI decorre em coordenação com o Conselho de Ministros e a Assembleia da República, de modo a assegurar coerência entre o processo de diálogo e as prioridades do Estado.
Em relação à transparência, Macuácua revelou que será elaborado um relatório público com os resultados das auscultações provinciais, garantindo que todas as contribuições sejam consideradas.
“A credibilidade do processo depende da clareza e da confiança dos cidadãos”, sublinhou. Apelou também à participação activa de todos os moçambicanos, frisando que “o diálogo é um direito e uma responsabilidade colectiva”.