Moçambique “não tem pistas” sobre luso-moçambicano raptado em Maputo

As autoridades de polícia dizem ainda não ter pistas que possam levar ao esclarecimento do rapto de um cidadão duplo nacional, português e moçambicano, na baixa da Cidade de Maputo.

Trata-se do caso que se deu na manhã de 07 de Outubro deste ano, na Avenida Zedequias Manganhelas, quando um dos proprietários da NBC – uma loja de venda de acessórios e veículos – ao pretender entrar no estabelecimento, foi levado por criminosos.

“A investigação está a decorrer. É um processo. Há um trabalho muito intenso e muito profundo que está a ser realizado pela PRM [Polícia da República de Moçambique] e o SERNIC [Serviço de Investigação Criminal] visando esclarecimento deste caso” disse ontem a jornalistas o Ministro do Interior, Paulo Chachine.

Ele falava à margem da tomada de posse de novos comandantes províncias da Polícia da República de Moçambique e de sectores estratégicos. Notou que, neste momento, não é oportuno falar da existência ou não de detidos.

“O mais importante é o trabalho que está a ser feito com vista o esclarecimento deste caso. Em momento próprio, quando tivermos o caso esclarecido, aí vamos falar de tudo, quem são os detidos e quantos são…” prometeu.

Após tomar conhecimento do crime, a embaixada de Portugal em Moçambique manifestou abertura para apoiar as autoridades do país a esclarecer o crime.

“Já manifestámos a nossa disponibilidade total para colaborar com a família e com as autoridades de investigação criminal e as autoridades policiais moçambicanas. Esperemos que esta situação se resolva” disse na época o Embaixador, Jorge Monteiro.

Cerca de 150 empresários foram raptados em Moçambique nos últimos 12 anos e uma centena deixou o país por receios.

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