Tribunal sul-africano conclui que Albert Luthuli foi assassinado pelo Apartheid

O Tribunal Superior de Pietermaritzburg, na África do Sul, concluiu, na quinta-feira, que o antigo líder do Congresso Nacional Africano (ANC), Albert Luthuli, foi assassinado pelo regime do Apartheid, em Julho 1967.

A versão de há 58 anos dava conta de uma morte por atropelamento, por um comboio de carga em Groutville, na província de KwaZulu-Natal. A recente decisão aponta para morte por fractura craniana causada por espancamento brutal da polícia do regime.

Em Abril, a Procuradoria da África do Sul reabriu as investigações sobre a morte de Luthuli, após familiares e activistas suspeitarem que as autoridades do Apartheid o teriam assassinado e acobertado o crime.

A juíza Nompumelelo Hadebe afirmou que o inquérito conduzido pelo regime do Apartheid estava repleto de mentiras e inconsistências, tal como a invenção do acidente ferroviário.

“Constatou-se que a vítima faleceu em decorrência de uma fractura no crânio, hemorragia cerebral e concussão cerebral associadas a uma agressão”, decidiu após verificar que as provas apresentadas na reabertura do inquérito não corroboravam as conclusões do inquérito de 1967.

A família de Luthuli comemorou a decisão do Tribunal.

Luthuli morreu em Julho de 1967. Ele recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1961.

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