Moçambique defende reforço de cooperação na gestão das bacias hidrográficas

Moçambique apela a medidas integradas e reforçadas para gerir as bacias hidrográficas, com vista a combater eficazmente a seca, as alterações climáticas e a poluição. Segundo o Secretário Permanente do Ministério das Obras Públicas, Hélio Banze, que falava nesta terça-feira (04), numa conferência internacional em Maputo, realizada sob o lema: “Reforçar a resiliência e a governação da água nas bacias hidrográficas transfronteiriças”, o País enfrenta desafios em termos de qualidade da água para o desenvolvimento agrícola e outras utilizações.

“Precisamos de garantir que a água que entra no nosso território cumpra as normas recomendadas. Precisamos monitorizar as bacias hidrográficas não só em termos da quantidade de água que recebemos e dos impactos que isso pode ter, mas também em termos da qualidade da água”, afirmou Hélio Banze.

Citado numa publicação da AIM, o governante explicou ser urgente reforçar a cooperação na gestão das bacias hidrográficas partilhadas entre Moçambique, África do Sul e Essuatíni, a fim de melhor responder aos desafios da gestão dos recursos hídricos.

“Para Moçambique, a gestão sustentável e a partilha dos recursos hídricos são uma questão de sobrevivência nacional e integração regional. O nosso País está a jusante em oito das nove bacias partilhadas dentro da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), e mais de 90% das inundações registadas em Moçambique ocorrem em bacias hidrográficas partilhadas”, afirmou.

Esta realidade, segundo o governante, torna a pressão transfronteiriça uma prioridade estratégica para o Governo, consagrada na sua Política da Água e na Estratégia Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos.

Por seu lado, o director da Agência Regional da Água do Sul (ARA-SUL), Edgar Chongo, afirmou que proteger os recursos hídricos significa proteger vidas, economias e o futuro das comunidades. “A nossa região enfrenta desafios crescentes de escassez de água, inundações cíclicas e pressão sobre os ecossistemas hídricos, o que exige que sejamos mais robustos e inclusivos na nossa preparação.”

 

(Foto DR)

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