A directora da Companhia de Investimentos do Gasoduto da República de Moçambique (ROMPCO), Unati Figlan, morreu subitamente, informou, esta segunda-feira (01), a Central Energy Fund (CEF), entidade estatal sul-africana que supervisiona várias empresas estratégicas do sector energético.
Unati Figlan ocupava um cargo central na ROMPCO, uma companhia, uma parceria entre o Governo de Moçambique, a Sasol e outras entidades do sector privado, gere o Gasoduto Moçambique–Secunda (MSP), uma infra-estrutura de 867 quilómetros que liga os campos de Pande e Temane, na província de Inhambane, à vizinha África do Sul.
Na ROMPCO, Unati Figlan presidia paralelamente, os conselhos de administração da PetroSA, Strategic Fuel Fund e iGas, organismos com papel decisivo na gestão dos hidrocarbonetos na região.
A causa da morte não foi tornada pública, segundo avançou o portal Engineering News, facto que gerou apreensão num sector já marcado por diversos desafios operacionais. No comunicado emitido, o CEF destacou apenas o peso da perda, classificando-a como “irreparável para a família CEF e para todos os que trabalharam de perto com a engenheira Figlan”.
Com uma carreira superior a duas décadas nas áreas da energia e das infraestruturas, Unati Figlan era reconhecida pela sua postura rigorosa, pela capacidade de liderança e pelo envolvimento em processos de reforma institucional. Desde que integrou o CEF, em 2022, assumiu responsabilidades de grande sensibilidade, reforçando mecanismos de gestão de risco, estabilizando operações e promovendo maior sustentabilidade nas empresas públicas sob sua direcção.
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