A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) vem lidando com a baixa produção de energia, uma situação influenciada pela escassez de água desde finais de 2023. Isto comprometeu o fornecimento de energia para seus clientes, e as contas da empresa.
O cenário foi descrito pelo Presidente do Conselho de Administração da HCM, Tomás Matola, no domingo (30), que clarificou que “os níveis de armazenamento baixaram significativamente”.
Agora, os níveis de armazenamento de água na Hidroeléctrica rondam em 25%, mercê de uma recuperação já em Dezembro de 2024.
“Por causa disso tivemos de reduzir a produção, infelizmente, no início do ano, em cerca de um terço, e isso condicionou as nossas receitas que baixaram significativamente e, consequentemente, os resultados de 2025, infelizmente, não vão ser os mesmos por causa desta calamidade” justificou, mas sem revelar os números em concreto.
Mas ainda assim, parece haver uma promessa que cai dos céus para brotar esperanças de aumento de produção e lucros da empresa. Segundo Matola, haverá chuva, muita chuva, possivelmente além do normal, com potencial para aumentar a produção.
“Segundo previsões, há expectativas de que na presente época chuvosa ocorram chuvas normais para acima do normal, o que pode nos garantir alguma recuperação do nível do armazenamento e, quiçá, conseguirmos elevar a produção” disse.
Nesse cenário, para do PCA da HCB, o crucial é capitalizar as oportunidades da crescente demanda de energia a nível interno – com o fornecimento para zonas rurais e projectos de industrialização do país – e externo regional, que tem um défice energético de cerca de 10 mil megawatts.
Matola disse já existirem projectos em manga para responder à demanda.
Ele falava na cerimónia de celebração dos 18 anos da reversão da gestão da barragem de Cahora Bassa de Portugal para Moçambique, em 27 de Novembro de 2007. A cerimónia contou com a participação do Presidente da República.