Responsáveis pelo vazamento dos exames da 9ª classe poderão ser expulso do aparelho do Estado. Os mesmos já foram identificados e são confessos.
A informação foi avançada hoje pelo porta-voz do Conselho de Ministros em mais uma sessão do Governo.
Falando no habitual “briefing” o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa disse estar em curso um processo administrativo, que visa a responsabilização dos prevaricadores.
“Todos compreendemos o impacto de adiar a realização de quatro exames a nível nacional. Houve um impacto grande para as famílias, para os alunos que deveriam ser avaliados, para economia, para a gestão do tempo e para as equipas que estavam a trabalhar”, disse Inocêncio Impissa.
Além do processo administrativo, o caso já foi submetido na Procuradoria-geral da República, pois, segundo Impissa, suspeita-se que tenha havido um crime.
“Havendo um crime com a repercussão que teve, também haverá responsabilização criminal, tendo em conta que é preciso eliminar essas práticas”, referiu.
Refira-se que no dia 26 de Novembro o Ministério da Educação e Cultura decidiu por anular em todo o país os exames finais da 9ª classe devido a indícios de fraude, verificados no distrito de Milange, província da Zambézia.