Leonardo Simão confirma que não existem condições para concluir o processo eleitoral na Guiné-Bissau

O representante das Nações Unidas para a África Ocidental, Leonardo Simão, confirma que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau não está em condições técnicas e logísticas para concluir o processo eleitoral de 23 de Novembro de 2025.

“Disseram que [a CNE] não estava em condições de publicar porque não receberam todas as actas do processo eleitoral. Portanto, não estão tecnicamente em condições de publicar os resultados” disse, na segunda-feira, o antigo governante moçambicano, espelhado a resposta da CNE à missão da Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (CEDEAO) que procurou saber se havia possibilidade de finalizar o processo eleitoral.

A Guiné-Bissau assistiu a um Golpe de Estado no dia 26 de Novembro, um dia antes da divulgação dos resultados preliminares das eleições presidenciais e legislativas.

O Presidente do país, Umaro Sissoco Embaló, foi deposto, e fugiu do país. Os militares assumiram o poder.

A mesma delegação da CEDEAO reuniu-se com os militares no poder, e segundo Simão, vai ser produzido um relatório do encontro a ser submetido aos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO.

Para já, conforme disse, os militares explicaram que decidiram tomar o poder para evitar males maiores por conta das eleições.

“Explicaram. Deram a evolução histórica dos problemas políticos do país, os desafios com o que o processo eleitoral se encontrou, e que havia um risco de conflito resultante, portanto, das eleições. O que eles fizeram foi travar o processo eleitoral para que um conflito de maior dimensão não tivesse lugar” explicou a jornalistas em Bissau.

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