A República Democrática do Congo (RDC) e o Ruanda assinaram, na quinta-feira, um Acordo de Paz para pôr fim ao longo conflito na região que separa os dois países.
O governo congolês está a travar um intenso combate em zonas ricas em recursos naturais com rebeldes do M23 que se acredita terem apoios do governo ruandês.
Os combates já causaram milhares de mortes, e levou ao abandono de várias casas.
Depois de tentativas falhadas para alinhar Félix Tshisekedi e Paul Kagame, Donald Trump consegui “unir” os líderes.
Após a assinatura, Tshisekedi expressou “profunda gratidão e clara esperança” apelando ao Ruanda para “respeitar o acordo”.
Por sua vez, Kagame disse que “o Presidente [Donald Trump] viu a oportunidade de contribuir para a paz, e a aproveitou imediatamente”.
No entanto, um dia depois, o ministro das Relações Exteriores de Ruanda, Olivier Nduhungirehe, disse que não se comprometeria a retirar tropas da República Democrática do Congo, negando inclusive a presença de tropas no país.
“Não há nenhuma cláusula no acordo que determine que Ruanda deva retirar suas tropas, porque não temos tropas no leste da RDC”, afirmou. O acordo prevê que todas as partes devem respeitar as fronteiras nacionais e a soberania, e cessar o apoio a grupos armados.