Economista considera decisão da Mozal uma tentativa de pressão sobre o Governo

O economista Edgar Chuze afirmou, esta terça-feira, que a decisão da Mozal de suspender a produção de alumínio em 2026 visa pressionar o Governo moçambicano a vender energia a preços mais baixos. Chuze falava no programa Manhã Informativa da STV.

“Para mim, continua a ser uma espécie de chantagem, seja ao Governo, seja à própria HCB”, disse o economista, questionando por que motivo a Mozal não recorre ao seu fornecedor tradicional de energia na África do Sul, a Eskom.

Segundo Chuze, a Mozal não conseguiu renovar o contrato com a Eskom nos mesmos termos e, por isso, recorreu a Moçambique em busca de preços mais competitivos.

“O seu fornecedor de energia não aceitou renovar o contrato com o preço igual ou abaixo do atual. Acredito que tenha sido proposta uma negociação com preço inferior ao que a Mozal paga agora. Não estando satisfeita, a Mozal voltou-se para Moçambique e está a tentar pressionar o Governo moçambicano”, explicou Edgar Chuze, acrescentando que a empresa nunca foi cliente directo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) ou da EDM.

Recorde-se que a Mozal anunciou recentemente que irá suspender as suas operações em Moçambique a partir de 15 de março de 2026, citando a indisponibilidade de energia a preços competitivos como a principal razão para a decisão.

Fonte: O País

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