A África do Sul promete contribuir para o alcance de soluções, face à ameaça da Mozal paralisar as suas actividades, em Março próximo.
Em causa está a falta de consensos com o Governo moçambicano na renovação do contrato de fornecimento de energia pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB).
A afirmação, segundo o “Notícias Online”, foi feita hoje por Puleng Chaba, chefe-adjunto da Missão Sul-africana em Moçambique, durante um seminário sobre investimento regional, que decorre no quadro da 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo, em Marracuene.
De referir que a Mozal utiliza a energia produzida pela moçambicana HCB, mas é comercializada de forma directa para a empresa sul-africana de electricidade, Eskom, que posteriormente canaliza para a produtora de alumínio instalada no Parque Industrial de Beluluane.
Assim, uma vez que o contrato de fornecimento expira em Março de 2026, o Governo pretende incrementar o custo da tarifa para responder às despesas de produção.
A Mozal quer comprar energia da HCB a um preço de 48 dólares MWh e o Governo moçambicano através da HCB exige 64 dólares MWh.
A Mozal não estando disponível a pagar o preço exigindo pelo governo moçambicano, veio a público afirmar que o encerramento da unidade é a melhor via, porque alegadamente somariam muitos prejuízos com este reajuste.
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