O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou esta sexta-feira, no Palácio da Ponta Vermelha, em Maputo, que Moçambique encerra o ano de 2025 com desafios relevantes, mas também com ganhos importantes no domínio da paz, da estabilidade política e da retoma económica.
Sublinhou a centralidade da diáspora e da coesão nacional como pilares para a consolidação do desenvolvimento sustentável.
O Chefe do Estado falava na recepção aos representantes da Comunidade Moçambicana no Exterior e, de seguida, na Recepção Oficial por Ocasião do Dia da Família e do Fim do Ano, que reuniu convidados de diversos sectores da sociedade.
No encontro com a diáspora, o Presidente Chapo destacou o simbolismo da presença dos compatriotas residentes no exterior, considerando-a uma demonstração inequívoca da profundidade e solidez dos laços que unem Moçambique às suas comunidades no estrangeiro, e manifestou reconhecimento pelo esforço realizado para participarem na tradicional cerimónia de apresentação de cumprimentos por ocasião do Dia da Família e do Fim do Ano.
O Presidente da República destacou igualmente a Política da Diáspora, aprovada em 2024, e a criação do cargo de Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, como instrumentos para reforçar a ligação do Estado com os moçambicanos no estrangeiro, além das ações de registo civil, assistência consular, segurança social e facilitação do investimento da diáspora.
Diálogo nacional e inclusivo
No domínio político, reiterou o compromisso com a paz duradoura. “O País consolida, neste novo ciclo de governação, o diálogo permanente, a inclusão, reforço das instituições democráticas e promoção da paz duradoura como condição essencial para o desenvolvimento do nosso país”, disse, sublinhando que tal verifica-se tanto no contexto regional e internacional cada vez mais exigente.
Economia e efeitos climáticos
Abordando a economia, o Chefe do estado reconheceu os impactos de choques internos e externos, incluindo as alterações climáticas e as instabilidades globais, bem como os efeitos das manifestações póseleitorais.
Frisou que “resgatar essa confiança é uma tarefa prioritária à qual estamos plenamente comprometidos com o vosso apoio”, ao mesmo tempo que destacou o potencial do país nos sectores da agricultura, energia, indústria, turismo, logística e capital humano.
No plano social, defendeu o envolvimento de todos os moçambicanos na construção de uma sociedade mais justa.
“A construção de uma sociedade mais justa e resiliente exige o envolvimento de todos os moçambicanos, dentro e fora do território nacional”, disse, atribuindo à juventude, às mulheres e à diáspora um papel estratégico no desenvolvimento nacional.
Ademais, reiterou a determinação do Governo em consolidar o diálogo político inclusivo, a estabilidade e a independência económica, sublinhando que o objectivo é edificar “uma sociedade mais harmoniosa, mais próspera, mais justa e mais inclusiva”.
Desafios e realizações
Já na Recepção Oficial por Ocasião do Fim do Ano, o Presidente da República afirmou que 2025 foi “um ano de desafios e de realizações”, saudando “os moçambicanos, do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico e na diáspora, os verdadeiros soberanos da nossa pátria amada”, e agradecendo a presença de representantes do Estado, do sector privado, do corpo diplomático e da sociedade civil.
O Chefe do Estado recordou que, desde a sua tomada de posse como 5.º Presidente da República de Moçambique, a 15 de Janeiro de 2025, o Governo se empenhou na superação dos desafios do período pós-eleitoral, sublinhando que a prioridade foi restaurar a paz, a estabilidade e a confiança no seio da família moçambicana.
Referiu que, onze meses depois, o país celebra o final do ano “num ambiente de normalidade constitucional e de dignidade institucional”, resultado do esforço colectivo dos moçambicanos dentro e fora do território nacional.
O Presidente Daniel Chapo destacou ainda os ganhos no domínio da diplomacia económica e da cooperação internacional, apontando decisões relevantes como a retoma dos grandes projectos de gás na Bacia do Rovuma, a retirada de Moçambique da lista cinzenta e a continuidade do programa do Millennium Challenge Corporation, entre outros apoios estratégicos.
Na parte final do seu discurso, apelou ao reforço das sinergias em 2026 para acelerar o crescimento económico, criar mais emprego, sobretudo para a juventude e as mulheres, e consolidar a independência económica, defendendo que só num ambiente de paz, segurança e estabilidade será possível garantir o bem-estar das famílias moçambicanas.