Nem todos os raptos são raptos. “São casos estranhos” – segundo Daniel Chapo

O Presidente da República, Daniel Chapo, alertou, na quinta-feira (18), para o facto de existirem casos de crimes comummente reportados como raptos, mas que, na verdade, não configuram esse tipo legal de crime.

“Segundo as autoridades competentes, nem todas as situações reportadas configuram, efectivamente, crimes de rapto” disse, notando que “algumas apresentam características distintas, estando as investigações em curso para o adequado esclarecimento” disse.

O Chefe de Estado falava na Assembleia da República durante a apresentação do seu primeiro Informe Anual sobre o Estado da Nação.

Ainda nesse capítulo, Chapo disse que das dez ocorrências de raptos, nove foram esclarecidas.

Dos casos reportados pelos mídia, ainda existem dois crimes do tipo por esclarecer, nomeadamente, o que a vítima é um empresário luso-moçambicano, co-proprietário da NBC – uma loja de venda de peça automotivas; e outro que envolve a mulher de um suposto empresário moçambicano, e cujos vídeos dela em cativeiro sendo seviciada circularam largamente. Ela chegou a falar com o esposo após ser raptada, conforme os mídias partilhados. Um desses casos não está a ser assumido como rapto, notamos.

“Temos casos que, por regra, são os raptores que ligam para os familiares das vítimas, mas alguns dos casos que foram reportados são as vítimas que ligam para as suas famílias. São casos estranhos, que estamos a continuar a trabalhar” disse Daniel Chapo.

Sobre os dois casos por esclarecer, já há algumas semanas que o Serviço Nacional de Investigação Criminal disse ter pistas que levariam ao esclarecimento breve.

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