A operação de busca e apreensão desencadeada no último sábado pela Procuradoria Geral da República e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) culminou com a apreensão de mais de 40 milhões de meticais, revelou, ontem, em Maputo, a Directora do Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional (GCCCOT).
De acordo com Amélia Machava, trata-se de um apuramento não definitivo porque a contagem foi realizada à mão, carecendo, por isso, de uma recontagem pelo Banco de Moçambique, antes de o valor ser depositado na conta do Gabinete de Gestão de Activos (GGA) no Banco Central.
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“Conseguimos apurar, entre documentos contabilísticos, dispositivos electrónicos, e o valor monetário que anda acima de 40 milhões de meticais. Fizemos a contagem manual, mas certamente vamos levar hoje [ontem] o valor para o Banco de Moçambique para depositar na conta aberta pelo Gabinete de Gestão de Activos. [Aí] vamos ter um valor exacto contabilizado por máquinas” disse.
Ela disse a jornalistas que a verificação dos bens apreendidos no imóvel ocorreu na PGR na presença dos suspeitos e os seus advogados.
“Temos suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais, e outros crimes podemos apurar ao longo da investigação. São dois indivíduos ligados a esta investigação” adiantou.
Ainda segundo Machava, ao longo do final-de-semana, magistrados do Ministério Público e quadros de outras instituições foram alvo de busca e apreensão. Alguns foram recolhidos para celas e seus bens foram apreendidos.
“Temos também diligências que foram feitas no âmbito de corrupção em que estão envolvidos magistrados do Ministério Público que sofreram buscas ao longo do final de semana e que o processo continua em instrução. E não só, mesmo do GCCCOT, temos dois oficiais de diligências detidos por prática de crimes de corrupção” revelou.