A British American Tobacco (BAT) anunciou, recentemente, que vai encerrar as suas operações em Moçambique em 2026, avança a imprensa sul-africana.
É uma das principais empresas de produção de tabaco no país, tenho chegado a deter largamente a maioria do mercado.
“A medida faz parte de uma decisão estratégica mais ampla para reduzir nossa presença e realocar recursos para onde podemos maximizar os retornos. É algo que já vínhamos fazendo há algum tempo e reduzimos nossa presença global de cerca de 170 mercados para 140 nos últimos anos” disse o porta-voz da empresa, Daniel Muden, sem especificar a data da saída e o impacto da medida nos empregos.
A decisão, segundo o BD, não foi justificada, mas sabe-se que a empresa reportou perdas do volume de receitas na ordem de 40% desde 2020, devido à entrada ilegal de tabaco na África do Sul. Isso levou uma redução de pessoal em 30% desde então.
O corredor de Maputo e o da Beira são apontados como os principais na rota do contrabando de cigarros ilícitos entre Moçambique e a África do Sul, refere o portal citando o Índice de Crime Organizado em África.
Um estudo da Ipsos, encomendado e pago pela BAT, revelou que a disponibilidade de cigarros ilegais na África do Sul se tornou endémica, com quase oito em cada dez retalhistas sul-africanos a vender cigarros ilícitos — o triplo do número registado há três anos.
O estudo, que analisou mais de quatro mil pontos de venda em todo o país, constatou que cerca de 69% dos retalhistas vendiam cigarros por menos de 20 rands o maço e quase 80% vendiam abaixo do imposto mínimo a ser cobrado, que é de 26,22 rands.