Burkina Faso frustra tentativa de assassinato de Ibrahim Traoré

As autoridades do Burkina Faso anunciaram a existência de um plano para atentar contra a vida do Presidente do Faso, capitão Ibrahim Traoré, no passado dia 3 de Janeiro de 2026, no âmbito de uma alegada tentativa de tomada do poder pela via armada.

A informação foi tornada pública pelo ministro da Segurança, Mahamadou Sana, através de uma mensagem em vídeo difundida na noite de 6 de Janeiro pela televisão nacional burquinabê.

Segundo o governante, militares ligados ao antigo Presidente Henri Damiba estariam a preparar o assassinato do Chefe de Estado, quer por disparos à queima-roupa, quer através da colocação de explosivos na sua residência. O plano incluiria ainda ataques contra outras figuras militares e civis de relevo.

De acordo com Mahamadou Sana, após a eliminação do Presidente, os suspeitos pretendiam neutralizar a base de lançamento de drones, criando condições para a entrada de forças externas numa operação terrestre.

O ministro indicou que a alegada operação de tomada do poder teria sido concebida pelo ex-Presidente Henri Damiba, envolvendo a mobilização de militares e civis, bem como a angariação de fundos para financiar a acção.

As autoridades revelaram ainda que parte do financiamento terá tido origem no exterior, com destaque para a Costa do Marfim, de onde terá sido efectuado um último envio de cerca de 70 milhões de francos CFA.

Mahamadou Sana garantiu que as investigações prosseguem e que várias detenções já foram efectuadas, com vista à apresentação dos suspeitos às instâncias judiciais. O ministro assegurou igualmente que a situação se encontra sob controlo e apelou à população para não se deixar envolver em iniciativas que possam pôr em causa a estabilidade do país.

Recorde-se que o Presidente Ibrahim Traoré lidera o Burkina Faso há cerca de três anos, período durante o qual tem defendido uma agenda centrada na soberania nacional e no desenvolvimento endógeno, numa perspectiva pan-africanista, contando, segundo as autoridades, com um amplo apoio popular.

Imagem: Presidência do Faso

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