Cerca de 140 pessoas estão desaparecidas depois de um navio da marinha iraniana ter afundado ao largo da costa sul do Sri Lanka, na sequência de um pedido de socorro emitido nas primeiras horas desta quarta‑feira, informou a BBC.
A fragata IRIS Dena, com cerca de 180 tripulantes a bordo, emitiu um sinal de emergência para a Marinha do Sri Lanka antes de desaparecer sob as ondas, disse um porta‑voz naval ao serviço público britânico. As autoridades cingalesas indicaram que 32 tripulantes foram resgatados, mas a maior parte da tripulação continua sem ser localizada no vasto campo de busca e salvamento no Oceano Índico.
Inicialmente, a causa do afundamento não era clara. Contudo, em conferência de imprensa no Pentágono, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que um submarino norte‑americano lançou um torpedo que atingiu e acabou por afundar o navio iraniano, acrescentando que Washington divulgou um vídeo do ataque para as agências de comunicação social.
O ataque, realizado em águas internacionais a dezenas de quilómetros da costa de Galle, representa a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que um submarino dos EUA afunda um navio inimigo com um torpedo, segundo Hegseth. As imagens divulgadas pelo Departamento de Defesa norte‑americano mostram o momento em que o torpedo atinge a fragata, provocando uma explosão que partiu a embarcação.
Reacções e contexto internacional
O governo do Sri Lanka, apesar de ter coordenado as operações de resgate, não confirmou oficialmente a versão do ataque por parte de um submarino estrangeiro e mantém‑se centrado no salvamento dos marinhões desaparecidos. O incidente surge no contexto de uma escalada de hostilidades entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, com confrontos e operações militares em várias frentes nas últimas semanas.
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