O Presidente da República, Daniel Chapo, manteve um encontro de alto nível com o seu homólogo angolano, João Lourenço, à margem da cimeira internacional, numa altura em que Moçambique e Angola procuram aprofundar a cooperação económica e comercial.
Os dois Chefes de Estado passaram em revista o estado actual da cooperação bilateral e reafirmaram a vontade política de impulsionar novas oportunidades de desenvolvimento para os dois países
As conversações centraram-se fundamentalmente no reforço das ligações aéreas entre Luanda e Maputo, a atracção de investimento estrangeiro e a implementação de projectos estruturantes.
Actualmente, as duas capitais estão ligadas por cinco voos semanais, mas existe a perspectiva de se avançar para voos diários, uma medida que poderá facilitar a circulação de pessoas e mercadorias, estimular o turismo e aproximar ainda mais os empresários dos dois países.
O encontro representa pelo menos a segunda reunião oficial entre os dois estadistas desde que Daniel Chapo assumiu a Presidência da República.
Paralelamente ao encontro com João Lourenço, Daniel Chapo desenvolveu uma intensa agenda diplomática e económica. O Chefe do Estado reuniu-se com a Secretária-Geral da ONU Turismo, com o Presidente do World Tourism Forum Institute e com diversos investidores internacionais interessados em apostar no mercado moçambicano.
Entre os potenciais parceiros figuram representantes do Grupo OPAIA, do Grupo Emerald, empresas dos Emirados Árabes Unidos e da Mota-Engil, que manifestaram interesse em investir em sectores como turismo, infra-estruturas, logística e agro-indústria.
Os encontros de trabalho com Khalid Hassan Algahtan, Presidente e CEO da Rikaz Holding, e Carlos Mota Santos, Presidente e CEO da Mota-Engil, concentraram-se na criação de parcerias estratégicas capazes de impulsionar o investimento e acelerar o desenvolvimento económico de Moçambique.
As conversações permitiram ainda explorar oportunidades em áreas consideradas prioritárias, nomeadamente infra-estruturas, logística, capital humano e turismo.
Segundo o Presidente da República, as instituições nacionais competentes, entre as quais a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (APIEX), o Gabinete Central de Reformas e Projectos Estratégicos da Presidência da República e os ministérios sectoriais, irão acompanhar de perto estes processos, de forma a assegurar que as intenções de investimento se traduzam em resultados concretos.
O Chefe de Estado moçambicano assegurou que, durante a sua deslocação a Luanda foram alcançados resultados que reforçam a estratégia de diplomacia económica activa de Moçambique, orientada para a atracção de investimento, criação de emprego e promoção do desenvolvimento económico sustentável.