Concorrentes podem estar a manipular pessoas na LAM para despencar a empresa

Os accionistas da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) denunciaram, no início desta semana, a contínua sobrevivência de interesses internos e externos visando a obstrução dos esforços de progresso para a estabilização da empresa.

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“Há alguns interesses, tanto internos, como externos, que têm puxado no sentido contrário. Estão a tentar atrasar um bocado este processo. Nó sabemos que, quando há desordem, há muita gente que tira proveito. Então, algumas dessas pessoas e entidades não estarão interessadas em que, nós, rapidamente, coloquemos a LAM na posição que se pretende” clarificou o Presidente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique.

Agostinho Langa Jr. aventou ainda a possibilidade de empresas concorrentes estarem a manipular pessoas na LAM para desacelerar a decolagem da situação da empresa.

“Não nos estamos a queixar de ninguém. À medida que nos vamos apercebendo dos problemas, das dificuldades, e descobrindo quem é que não está connosco, vamos tomando medidas, e não temos nenhuma dificuldade neste sentido” referiu.

Por essa razão, adiantou, a comissão de gestão tem informado regularmente ao Governo, que os resultados mais visíveis ou palpáveis da revitalização da LAM “vai levar mais algum tempo”.

“Temos apelado que isto, afinal, vai levar mais algum tempo, que não vai ter aquela velocidade que era de esperar” assumiu.

A LAM está numa nova fase de reestruturação, após a entrada de novos accionistas, nomeadamente, os CFM, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa e Empresa Moçambicana de Seguros, com 91% das participações do Estado.

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