A directora do Gabinete Central de Combate à Corrupção, Glória Adamo, afirmou que a corrupção constitui um inimigo silencioso e profundamente corrosivo para o desenvolvimento do país, por desviar recursos essenciais, fragilizar as instituições públicas e enfraquecer a confiança dos cidadãos nos serviços do Estado.
A responsável falava nesta segunda-feira, dia 15, em Doha, capital do Qatar, durante a Décima Primeira Sessão Plenária da Conferência dos Estados-Parte da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (CoSP 11), que decorre até sexta-feira, dia 19.
No seu pronunciamento, Glória Adamo sublinhou que a corrupção compromete os esforços colectivos de redução da pobreza e dificulta o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, defendendo uma resposta firme e articulada ao fenómeno, assente na cooperação internacional e no reforço das instituições.
A dirigente recomendou o fortalecimento da confiança mútua e da colaboração entre os Estados-Parte, reiterando a disponibilidade do país para a partilha de experiências e o estabelecimento de mecanismos de cooperação, formais e informais. Destacou, entre as prioridades, a troca de experiências no domínio da digitalização dos serviços públicos (e-governance) e a formação especializada de quadros para o rastreio, prevenção e investigação de crimes económicos e financeiros complexos.
A delegação nacional presente na CoSP 11 integra igualmente a Inspectora Nacional do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Benedita Chabuca, a directora nacional de Estudos, Planificação e Cooperação, Aissa Aiuba, além de assessores do ministro do sector.