Na província de Gaza, sul de Moçambique, as autoridades do Parque Nacional do Limpopo alertam a população dos distritos atravessados pelos rios Elefante, Limpopo e seus afluentes, para se precaver de possíveis ataques de crocodilos.
O alerta surge na sequência dos répteis terem-se evadido de algumas zonas que se encontram a montante da Barragem de Massingir, devido às cheias.
Segundo uma publicação da Rádio Moçambique, o administrador daquela Área de Conservação, Francisco Pariela, fala igualmente da presença de hipopótamos em algumas zonas residenciais, concretamente na vila–sede do distrito de Massingir e Tihovene.
Uma publicação das Nações Unidas, citando agência “Associated Press”, revelou na semana passada que das 13 mortes oficialmente registadas em resultado das inundações, três foram causadas por ataques de crocodilos.
Em Xai-Xai, situada nas margens do rio Limpopo, as autoridades reforçaram os avisos à população para evitar zonas inundadas. “Os níveis dos rios estão a subir e a atingir áreas urbanas ou densamente povoadas”, explicou Paola Emerson, responsável do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários em Moçambique, após uma visita à cidade.
Segundo a responsável, os crocodilos conseguem agora alcançar áreas habitadas que ficaram submersas com as cheias, representando um risco sério para os residentes.
O rio Limpopo nasce na África do Sul, atravessa Moçambique e desagua no oceano Índico, ligando extensas zonas fluviais que, em contexto de cheias, facilitam a deslocação dos animais. No início do mês, dois ataques na província de Gaza causaram duas mortes e deixaram três pessoas feridas.
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